A estratégia da CIA para manipular a opinião pública europeia quanto à guerra no Afeganistão — Revelações de um documento ciático. Por Tom Burghardt

Desde o seu lançamento em 2007, o sítio web de denúncias WikiLeaks tem sido sujeito a "actos hostis" de serviços de segurança estatais e privados por revelar casos de crime, corrupção e violência perpetrados na profundidade dos estados capitalistas.

Mas ao invés de se acovardar com as ameaças do governo ou actos abertos de violência, incluindo o assassínio de dois promotores dos direitos humanos em Nairobi, em Março último, os quais proporcionaram aos denunciantes relatórios sobre matanças extra-judiciais da polícia do Kenya, WikiLeaks virou a mesa sobre a CIA.

Em 26 de Março, o grupo publicou um documento notável que esboça a estratégia da Agência para manipular a opinião pública europeia sobre o apoio declinante à guerra no Afeganistão....
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O Pentágono confirma que a Itália dispõe de bombas nucleares. O que diz o governo italiano? por Manlio Dinucci

Já se sabia – através de um relatório da associação ambiental estado-unidense Natural Resources Defense Council (ver il manifesto, 10/Fev/2005) – que os Estados Unidos mantêm 90 bombas nucleares na Itália: 50 em Aviano (Pordenone) e 40 em Ghedi Torre (Brescia). Cerca de 400 outras estão instaladas na Alemanha, Grã-Bretanha, Turquia, Bélgica e Holanda. Estas são bombas tácticas B-61 em três versões, cuja potência vai de 45 a 170 quilotoneladas (13 vezes a da bomba de Hiroshima).

As bombas são guardadas em hangares especiais com aviões caça prontos para o ataque nuclear: dentre eles, os Tornado italianos que estão armados com 40 bombas nucleares (as que estão em Ghedi Torre). Para isto, revela o relatório, pilotos italianos são treinados na utilização de bombas nucleares nos polígonos de Capo Frasca (Oristano) e Maniago II (Pordenone).

Este é agora confirmado oficialmente, pela primeira vez, na Nuclear Posture Review 2010 , onde se afirma que "os membros não nucleares da NATO possuem aviões especialmente configurados, capazes de transportar armas nucleares". O governo italiano também confirma, admitindo portanto que viola o Tratado de Não Proliferação? Ou ao contrário declara que o Pentágono mente?

09/Abril/2010


O original encontra-se em ilmanifesto.it/il-manifesto/in-edicola/numero/20100409/pagina/03/pezzo/275691/

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa versão em francês em http://www.mondialisation.ca/index.php?context=va&aid=18594


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Campanha pela Memória e pela Verdade - Osmar Prado interpreta o comunista Maurício Grabois

Diversos artistas aderiram à campanha da OAB-RJ, lançada dia 16 de abril de 2010, pela abertura dos arquivos da ditadura militar. Cada um deles interpreta um desaparecido. Osmar Prado está na pele do guerriheiro do Araguaia, Maurício Grabois. A campanha se soma ao esforço pelo direito à memória e à verdade. Nenhum dos artistas cobrou cachê para protagonizar a campanha da OAB-RJ.


Campanha pela Memória e pela Verdade, Fernanda Montenegro interpreta Sonia Angel

Fernanda Montenegro interpreta Sonia Angel na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.


Campanha pela Memória e pela Verdade - Eliane Giardini interpreta Ana Rosa Kucinski

Eliane Giardini interpreta Ana Rosa Kucinski na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.

Campanha pela Memória e pela Verdade - Mauro Mendonça interpreta Fernando Santa Cruz

Mauro Mendonça interpreta Fernando Santa Cruz na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.


Campanha pela Memória e pela Verdade - Gloria Pires interpreta Heleni Guariba

Gloria Pires interpreta Heleni Guariba na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.

Campanha pela Memória e pela Verdade - José Mayer interpreta David Capistrano

Jose Mayer interpreta David Capistrano na Campanha pela Memória e pela Verdade, da OAB/RJ com apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pela abertura dos arquivos da ditadura militar.



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Liberdade de expressão e liberdade de calúnia

“Quem de olhos abertos e ouvidos atentos há décadas acompanha estas coisas da informação e da desinformação, da notícia honesta e da invenção sem pudor, bem sabe como sobretudo no terreno da vida política e seus arredores, mas não apenas aí, tem sido abundantemente usada a liberdade de calúnia mascarada de liberdade de expressão."

Ao abrigo desse equívoco, vem a Esquerda sofrendo um permanente bombardeamento de imposturas que vêm de longe no tempo, que atravessaram a fronteira representada pelo derrubamento do fascismo e prosseguem nesta nossa democracia em velocidade de cruzeiro”.

Correia da Fonseca n'O Diário

Bolívia: A Bela e a Fera


O partido Movimiento Al Socialismo (MAS), do presidente da Bolívia Evo Morales, designou a jovem ex-miss Bolívia Jessica Jordan (2007) como candidata a governadora do departamento amazônico de Beni (noreste) para as eleições regionais do próximo 4 de abril.

Morales, que ganhou as eleições gerais de dezembro de 2009 com mais de 64% dos votos, disse que Jordan é parte de um grupo de jovens que, mesmo sem ser militantes do MAS, estão comprometidos com o "processo de mudança".

Jessica Jordan, de 24 anos é a única candidata ao cargo de "Governadora" na Bolívia. Durante o lançamento da sua candidatura (07/01), a ex-miss afirmou que, se ganhar, lutará “por la dignidad, por el trabajo, por los indígenas, campesinos y por todos”. O Departamento de Beni é atualmente governado pelo direitista Ernesto Suárez, um férreo opositor de Morales.

Vídeo: imagens de massacre no Sri Lanka são autênticas, diz ONU

O relator especial da ONU para as Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Philip Alston, confirmou a autenticidade do vídeo, difundido inicialmente em Agosto no Reino Unido, que mostra um homem de uniforme que dispara na nuca de um homem nu, atado e de olhos vendados, junto a campo em que jazem os corpos de vários homens. Outro homem é em seguida abatido.

As imagens de execução de supostos guerrilheiros do Tigres Tâmeis foram produzidas pelo grupo Journalists for democracy in Sri Lanka e difundidas pelo britânico Channel 4.



A reportagem e o vídeo exibido pelo Channel 4 pode ser vista aqui

Lincoln Gordon e a origem dos "desaparecidos"

O texto abaixo faz parte do artigo "A elite americana", do estadunidense William Blum, autor de numerosas obras, como La CIA Una Historia Negra/ Killing Hope: Intervenciones de La CIA desde la segunda guerra mundial/ U.S. Military and CIA Interventions Since World War II e Les Guerres scélérates.

"Lincoln Gordon morreu há poucas semanas com a idade de 96 anos. Licenciara-se summa cum laude em Harvard aos 19 anos, doutorara-se em Oxford como bolsista Rhodes, publicara o seu primeiro livro aos 22 anos, com dúzias mais a seguir sobre governo, economia e política externa na Europa e América Latina. Entrou [como professor] na Faculdade de Harvard aos 23 anos. O dr. Gordon foi executivo no Gabinete de Produção de Guerra durante a II Guerra Mundial, administrador de topo dos programas do Plano Marshall na Europa do pós guerra, embaixador no Brasil, teve outras altas posições no Departamento de Estado e na Casa Branca, foi investigador no Centro Internacional Woodrow Wilson para Académicos, economista na Brookings Institution, presidente da Johns Hopkins University. O presidente Lyndon B. Johnson louvou o serviço diplomático de Gordon como "uma rara combinação de experiência, idealismo e julgamento prático".

Está a ver o quadro? O rapaz maravilha, intelectual brilhante, líder notável de homens, patriota americano destacado.

Abraham Lincoln Gordon foi também o homem de Washington no Brasil, e muito activo, como director do golpe militar de 1964 que derrubou o governo moderadamente de esquerda de João Goulart e condenou o povo brasileiro a mais de 20 anos de uma ditadura terrivelmente brutal. " (leia mais)

Leia o texto completo:

Em português encontra-se em http://resistir.info/.

O original em inglês encontra-se em http://www.counterpunch.org/blum01072010.html

A Batalha de Seattle - Assista o filme

A Batalha de Seattle é como ficou conhecida as manifestações antiglobalização mais célebres dos últimos anos, durante o encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), nos EUA, em 30 de novembro de 1999. Entre 50 e 100 mil pessoas mobilizaram-se por vários dias, nas ruas da cidade de Seattle até o total fracasso da chamada "Rodada do Milênio".

O filme, um "docudrama" dirigido por Stuart Townsend, apesar de contar em sua fase final com a colaboração de alguns dos protagonistas dos eventos relatados, foi parcialmente criticado e gerou um site que busca, através de depoimento dos protogonistas reais, contar a verdadeira história da "Batalha de Seattle" (The Real Battle in Seattle)

Dica para assistir o filme

1 - Clique no Botão vermelho e aguarde até surgir um botão verde no centro do filme. Aí é só clicar e assistir. Se quiser ver em tela cheia clique no ícone "Switch to fullscreen mode".

2 - Caso a reprodução se interrompa, basta desligar e reiniciar sua conexão com a internet e selecionar a parte em que o filme parou para continuar assistindo.

500 organizações a serviço a da CIA

A Central Intelligence Agency (CIA), em português Agência Central de Inteligência, o serviço de informações dos Estados Unidos, foi criada em 1947 pelo presidente Harry Truman para combater ameaças à hegemonia do império do norte.

A CIA tornou-se famosa por organização e envolvimento em Golpes de Estado, o uso de chantagem, tortura, assassinato e terrorismo como método para alcançar seus objetivos, afora ser freqüentemente acusada de envolvimento com o tráfico internacional de drogas dando apoio e proteção à produção e transporte de ópio, heroína e cocaína junto a grupos considerados anti-comunistas, conforme fato amplamente documentado em livros com o aqui disponível The Politics of Heroin in Southeast Asia de Alfred W. McCoy. Uma nova versão deste livro foi publicada em 2003, chamado intencionalmente de The Politics of Heroin: CIA Complicity in the Global Drug Trade ("A Política da Heroína: Cumplicidade da CIA no Mercado de drogas Global")

A CIA está presente globalmente e utiliza diversas entidades de fachada e financia outras diversas instituições. Conforme uma lista, incompleta, publicada pelo Tribuna Popular, 500 agências, fundações e empresas fazem parte da CIA ou com ela trabalham. Na área da informação e ação contra os povos e suas organizações políticas e sociais. Uma atuação multifacética, constante e muito bem financiada. Clique aqui e conheça as organizações de fachada da CIA

Lula, o estuprador: nem o Alberto Dinis aguentou

Leia baixo o texto do Alberto Dinis no Observatório da Imprensa sobre a "revelação" de Cesar Benjamin no Jornal Folha de São Paulo (sexta, 27/11)

A imprensa aloprou

Por Alberto Dines em 1/12/2009

A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.

Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.

Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?

E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial ("Isto é uma loucura!"), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas.

Ninguém estrila

É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.

A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela "leveza" levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.

Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.

Ano penoso

Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.

Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.

***
Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que "o artigo de Benjamim é um horror" é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.

Leia também - Lixo em estado puro – A.D.

Guerra no Afeganistão: o império no caminho certo do desastre

Veteranos de guerra soviética veem repetição de erros

DO "FINANCIAL TIMES"

Foi em 1985 que o general Igor Rodionov desembarcou em Cabul para comandar os 120 mil soldados do Exército soviético no Afeganistão.

Rodionov é parte de uma irmandade de generais estrangeiros enviados ao país a fim de conquistá-lo. Essa lista, que começou com Alexandre Magno, se distingue por uma característica conspícua: todos fracassaram. Os soviéticos deixaram o país em 1989, após sangrenta campanha de dez anos contra os insurgentes.

Rodionov descobriu ao chegar que não havia frente de batalha. As balas podiam vir de qualquer lugar.
"Bombardeávamos uma aldeia porque havia um ou dois rebeldes abrigados lá. Mulheres e crianças morriam, e isso criou a insurgência", relata.

Quase 15 mil soldados soviéticos e centenas de milhares de afegãos morreram nos mesmos lugares que EUA e aliados hoje lutam para controlar: a fronteira com o Paquistão e as províncias de Candahar e Helmand.

"A guerra se movia em círculos. Avançávamos, e os rebeldes partiam. Recuávamos, e eles retornavam", conta Rodionov.

Outros ex-comandantes soviéticos consideram fúteis os esforços americanos. "Mais soldados só significará mais mortes", diz Gennady Zaitsev.

Para Rodionov, uma vitória militar é impossível. "A única forma de vencer é política. E o [presidente] Karzai não é popular junto ao seu povo", diz.

Pyotr Suslov, ex-agente especial, diz que o maior erro é não dar a devida atenção ao equilíbrio entre tribos afegãs.

Rodionov conclui: "A ideia que existia no momento da retirada era a de que deveríamos ter saído mais cedo".

Racismo

O Núcleo Audiovisual do Circo Voador filmou dois jovens entrando no mesmo banco, com a mesma bolsa, em momentos diferentes e constatou que o método de segurança utilizado atualmente pelas agências bancárias é baseado no pré-julgamento do segurança, que possui o controle de trava das portas.

Cantoras de Cabo Verde - Mayra Andrade




Mayra Andrade é uma cantora cabo-verdiana nascida em Havana, Cuba (1985) e é reconhecida como uma das mais promissoras da música daquele país.

Nascida em Cuba, cresceu entre o Senegal, Angola, Alemanha e ainda Cabo Verde, mas vive em Paris desde 2003.

As primeiras canções que ouviu foram brasileiras, mas foi com uma canção em crioulo que ganhou a medalha de ouro nos Jogos da Francofonia, no Canadá, com apenas dezesseis anos.

A partir de 2002 inicia apresentações na Praia (Cabo Verde) e no Mindelo, e logo depois em Lisboa, e depois na França, onde reside atualmente. Em 2008 venceu o prémio BBC Radio 3 World Music na categoria Revelação. Já colobarou, entre outros, com Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Lenine e Charles Aznavour.

Cantoras de Cabo Verde - Lura